“Se escrevo poesias é porque não posso escrever outra coisa”
Não há nenhuma direção que Kleist, o eterno inquieto, não tenha tomado;
não há nenhuma cidade da Alemanha, onde Kleist, o eterno solitário, não haja vivido…
apenas livre, vai e vem pelas cidades…
Que é que o leva a essa eterna peregrinação?
… suas viagens não têm finalidade, nem nenhum sentido.
O poeta não tem intenção de ir aqui ou ali; não se demora em nenhum lugar, e dispara como uma flecha lançada pelo arco da sua inquietação.
Evidentemente foge de alguma coisa mais forte que seu ser;
vai de cidade em cidade como o enfermo muda de travesseiro;
Por toda parte procura alívio e cura;
é sempre em vão, porque quando é o demônio que arrasta, não é permitido o calor do lar nem o abrigo do teto.
Assim também Rimbaud percorre tantos países; assim Nietzsche muda continuamente de residência.
Todos eles têm no interior o látego terrível da inquietação, a intranquilidade perpétua, a trágica instabilidade espiritua